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quinta-feira, 21 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
INVERNO
Inverno
Dydha Lyra
De onde vem
esse repentino inverno
que ora invade
minh’alma,
acinzentando
meu céu interior
com densas nuvens
de lembranças?
Esta chuva, movediça,
(escorrendo pela vidraça)
desenha, aleatoriamente,
silhuetas
nômades...
...vagando por
destinos ignotos,
esboçados tão somente,
(no mapa egocêntrico do querer)
que conduz a um caminho
íngreme e umbroso,
cuja descolorada
sinalização indica:
dobre à esquerda,
rua solidão;
agora, siga em frente,
parada obrigatória:
o coração.
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Maceió, inverno, 03/07/2011.
SOLIDÃO DE MIM
Solidão de mim
Dydha Lyra
Vê nos meus olhos...
e entenderás o que tua ausência me causou.
Tateia minha boca
e sentirás a bulha
( das palavras que calei ).
Por fim,
abraça-me...
...e sentirás todo vazio de mim
na imensidão da sede de afeto,
na plenitude do meu corpo mortificado,
habitado, apenas,
pela solidão castrada
d’uma alma desértica.
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Maceió, inverno de 03/07/2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
AMOR PLATÔNICO
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Dydha Lyra
Atmosfera de éter,
um quarto em penumbra.
Imagens fantasmagóricas se esboçam,
na mente e na parede;
e ofegantes, irônicas,
por um instante, riem de mim...
E se fantasiam de glicemia, febre,
pressão arterial, arritmia...
invandindo-me os minutos, horas e dias,
como se não me bastasse viver,
ou sonhar com o amanhã...
Levanto-me e espio pelas frestas da janela:
à luz dos meus olhos
uma árvore velha, moribunda,
que como eu, também, insiste em viver.
Seus galhos, semissecos, semivivos,
me ensinam uma grande lição:
dobram-se, quando uma ave pesada pousa
e descansa, aleatoriamente, sobre si,
alçando voo, logo ao alvorecer ...
E o galhinho fraco,
(que não se deixou abater),
volta à sua postura natural.
Entendi, afinal,
que essa dor,
que ora me invade e maltrata,
também logo passará,
tal o passarinho que voou...
E a vida,
qual galho débil,
renovar-se-á,
trazendo-me, com a esperança,
a certeza de novos amanhãs!
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Atmosfera de éter,
um quarto em penumbra.
Imagens fantasmagóricas se esboçam,
na mente e na parede;
e ofegantes, irônicas,
por um instante, riem de mim...
E se fantasiam de glicemia, febre,
pressão arterial, arritmia...
invandindo-me os minutos, horas e dias,
como se não me bastasse viver,
ou sonhar com o amanhã...
Levanto-me e espio pelas frestas da janela:
à luz dos meus olhos
uma árvore velha, moribunda,
que como eu, também, insiste em viver.
Seus galhos, semissecos, semivivos,
me ensinam uma grande lição:
dobram-se, quando uma ave pesada pousa
e descansa, aleatoriamente, sobre si,
alçando voo, logo ao alvorecer ...
E o galhinho fraco,
(que não se deixou abater),
volta à sua postura natural.
Entendi, afinal,
que essa dor,
que ora me invade e maltrata,
também logo passará,
tal o passarinho que voou...
E a vida,
qual galho débil,
renovar-se-á,
trazendo-me, com a esperança,
a certeza de novos amanhãs!
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A DÚVIDA
Dydha Lyra
Não saberei te amar...
Se não me olhares densamente nos olhos
e não me sentir docemente invadido...
Se me deres as mãos,
e não sentir n'alma calor,
nem transpirar vida...
Se ao falares,
não ouvir a doce canção de amor ou de dor,
de voltas e despedidas,
e se meu coração
não descompassar docemente ,
assim , suas batidas ...
.
Não saberei te amar...
Se ao te beijar,
não me eriçarem os pelos de todo o corpo,
não sentir por dentro
um desejo ardente, um alvoroço,
que me deixa vívido,
libidinosamente mais moço...
.
Não saberei te amar...
Sem me sentir nos domínios
e condomínios indivisos da paixão,
pois o amor, de tão exato,
não me dá a dimensão,
nem a certeza,
de posse
e senhorio
de teu coração...!!!
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sábado, 2 de abril de 2011
A MOÇA E O VINHO.
A moça e o vinho
Dydha Lyra.
Enquanto bebes o vinho,
e eu te vejo
com tanta juventude e beleza,
tiro deste momento uma lição:
velho é o vinho, não a emoção
que me embriaga o desejo,
e aquece, no meu outono,
o coração.
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domingo, 6 de março de 2011
MÃE.
MÃE.
Dydha Lyra.
chegam os anos
maquiando teu rosto
contudo
ainda guardas nos olhos um brilho infantil
interrogando o tempo que passeia indiferente por teu corpo
enrrugando-lhes mãos
estreitando-lhes passos
prátea cabeça trensportando o ouro da experiência
num frágil corpo arqueado
prestes a lançar a flexa da transitoriedade
no alvo certeiro da renovação
Maceió, 16 de novembro de 1996 (por ocasião da comemoração dos seus 80anos)
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