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segunda-feira, 11 de julho de 2011

PREFEITO DA CIDADE DE MACEIO EXMO. SR. CÍCERO ALMEIDA, CARICATURA DE DYDHA LYRA 11/07/2011;

domingo, 3 de julho de 2011

INVERNO



Inverno
       Dydha Lyra


De onde vem
esse repentino inverno
que ora invade
minh’alma,
acinzentando
meu céu interior
com densas nuvens
de lembranças?
Esta chuva, movediça,
(escorrendo pela vidraça)  
desenha, aleatoriamente,
silhuetas
nômades... 
...vagando por
destinos ignotos,
esboçados tão somente,
(no mapa egocêntrico do querer)
que conduz a um caminho
íngreme e umbroso,
cuja descolorada
sinalização indica:
dobre à esquerda,
rua solidão;
agora, siga em frente,
parada obrigatória:
o coração.

Copyright © by Dydha Lyra
All rights reserved.
Maceió, inverno,  03/07/2011.

SOLIDÃO DE MIM








Solidão de mim
                Dydha Lyra


Vê nos meus olhos...
e entenderás o que tua ausência me causou.

Tateia minha boca
e sentirás a bulha
( das palavras que calei ).

Por fim,
abraça-me...

...e sentirás todo vazio de mim
na imensidão da sede de afeto,
na plenitude do meu corpo mortificado,

habitado, apenas,
pela solidão castrada
d’uma alma desértica.


Copyright © by Dydha Lyra
All rights reserved.
Maceió, inverno de 03/07/2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

AMOR PLATÔNICO





AMOR PLATÔNICO

Reencontramo-nos ,
depois de muitos anos .
Um brilho de saudade
( do que nunca vivemos )
povoa de cumplicidades
nossos olhares !

Maceió, Inverno de 2006.

Copyright
by Dydha Lyra

sexta-feira, 17 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011




LIÇÃO.
 
Dydha Lyra

Atmosfera de éter,
um quarto em penumbra.
Imagens fantasmagóricas se esboçam,
na mente e na parede;
e ofegantes, irônicas,
por um instante, riem de mim...

E se fantasiam de glicemia, febre,
pressão arterial, arritmia...
invandindo-me os minutos, horas e dias,
como se não me bastasse viver,
ou sonhar com o amanhã...

Levanto-me e espio pelas frestas da janela:
à luz dos meus olhos
uma árvore velha, moribunda,
que como eu, também, insiste em viver.

Seus galhos, semissecos, semivivos,
me ensinam uma grande lição:
dobram-se, quando uma ave pesada pousa
e descansa, aleatoriamente, sobre si,
alçando voo, logo ao alvorecer ...

E o galhinho fraco,
(que não se deixou abater),
volta à sua postura natural.

Entendi, afinal,
que essa dor,
que ora me invade e maltrata,
também logo passará,
tal o passarinho que voou...

E a vida,
qual galho débil,
renovar-se-á,
trazendo-me, com a esperança,
a certeza de novos amanhãs!

Copyright © 2010 by Dydha Lyra
All rights reserved.
A DÚVIDA
Dydha Lyra



Não saberei te amar...
Se não me olhares densamente nos olhos
e não me sentir docemente invadido...
Se me deres as mãos,
e não sentir n'alma calor,
nem transpirar vida...
Se ao falares,
não ouvir a doce canção de amor ou de dor,
de voltas e despedidas,
e se meu coração
não descompassar docemente ,
assim , suas batidas ...
.
Não saberei te amar...
Se ao te beijar,
não me eriçarem os pelos de todo o corpo,
não sentir por dentro
um desejo ardente, um alvoroço,
que me deixa vívido,
libidinosamente mais moço...
.

Não saberei te amar...
Sem me sentir nos domínios
e condomínios indivisos da paixão,
pois o amor, de tão exato,
não me dá a dimensão,
nem a certeza,
de posse
e senhorio
de teu coração...!!!

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sábado, 2 de abril de 2011

A MOÇA E O VINHO.





A moça e o vinho

Dydha Lyra.



 
Enquanto bebes o vinho,

e eu te vejo

com tanta juventude e beleza,

tiro deste momento uma lição:

velho é o vinho, não a emoção

que me embriaga o desejo,

e aquece, no meu outono,

o coração.




Copyright ©2011 by Dydha Lyra

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domingo, 6 de março de 2011

MÃE.




MÃE.

Dydha Lyra.


chegam os anos
maquiando teu rosto
contudo
ainda guardas nos olhos um brilho infantil
interrogando o tempo que passeia indiferente por teu corpo
enrrugando-lhes mãos
estreitando-lhes passos

prátea cabeça trensportando o ouro da experiência
num frágil corpo arqueado
prestes a lançar a flexa da transitoriedade
no alvo certeiro da renovação

Maceió, 16 de novembro de 1996 (por ocasião da comemoração dos seus 80anos)