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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

INTRUSA.






Intrusa




Sei do silêncio que existe nas lembranças   
e das imagens pálidas, descoloridas, fugidias...                                          
das memórias anoitecidas...
Sei da solidão que traz o frio da ausência,     
que tece e veste de cinza minha saudade...
Sei de cor a poesia que pra ti,        
juro,   
fiz um dia... 
e nem olhaste,     
tão plena de mim,      
na minha agonia...
Só não sei de ti agora,   
quão indiferente, querida...                                                                          
nestas horas o que fazes em meus versos, 
assim...        
intrusa, insolente,    
descomprometida.

Copyright © 2009 by Dydha Lyra
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MEDO


Medo

Careço de teus olhos,
se vagueio nas noites
cobertas de medo e escuridão.
Tenho dúvidas...
Receio de não mais te encontrar
e  perder o caminho que esbocei na mente,
pois só quem tem solidão
assim, deveras sente,
na ausência,
a força de um simples olhar!

Copyright © 2008 by Dydha Lyra
(02/09/, às 22h31min)
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SAUDADE


Saudade


Escorriam lágrimas na vidraça da janela,
e fria e cinza se fez a manhã;
molhadinhos, os pombos se enroscavam
em busca de calor.

Dentro de mim, quase igual amanhecer...
Vestido de ausência e lembramento,
se aquece na frieza de tua ausência,
minha saudade!


Copyright © 2008 by Dydha Lyra
(17/05/, da janela do meu ap. às 5h43min)
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PAJUÇARA..



Pajuçara



De quantos matizes
precisa meu olhar,
pra colorir o beijo fogoso e morno
de tuas ondas,
sobre pálidas areias,
que depois de afagadas
em seus montes de sargaços,
imaginam-se mulheres,
defloradas por luzes
que vazam das silhuetas esguias
de teus coqueirais?

Copyright © 1997 by Dydha Lyra
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domingo, 4 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO/POLÍTICA

O NÍVEL DE VIOLÊNCIA EM ALAGOAS É ALTÍSSIMO! 
SABE O QUE AS AUTORIDADES COMPETENTES FAZEM? 
A MESMA COISA QUE AQUELE CARA QUE ENCONTROU A MULHER TRANSANDO NO SOFÁ DA SALA !
IRADO, ELE DE IMEDIATO TROCA A POSIÇÃO DO SOFA!!!
Dydha Lyra.

sábado, 3 de setembro de 2011

BARQUINHO DE PAPEL.

Barquinho de papel

Andando na chuva...
Alma inundada de lembranças,
afoguei saudades relutantes...
Sim, pois mexi no passado
por alguns instantes.
E vi aquele barquinho de papel,  
onde coloquei teu  nome,
deslizando, flutuando,
singrando por águas barrentas,
daqueles dias de momentânea tormenta.
Embarcado na memória turva de alembramento,
apenas teu nome
(que grito quando em mim se faz mau tempo),
e a solidão me invade de súbito.
Naufragado nessa noite sombria
(que em mim se fez porto),
ainda é por teu nome que clamo,
não importa se noite ou dia.
A chuva me machuca,
a chuva é minha agonia,
pois alagou o mapa,
e manchou a rota
do meu barquinho
que tranquilamente seguia,
desvencilhando, assim, do destino,
o que pra ti guardei,
o que pra ti daria.  
Sobrevivente, pulsando  emoção,
juro: ainda é teu ,
tão somente teu,
meu coração !

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domingo, 21 de agosto de 2011

DESAFEIÇÃO.


Desafeição


Construí em mim,
com  percalços de ilusões e anseios,
um efêmero e afeleado amor.
Vivi dias  janeirinos d’um caliente verão,
(hoje a distar na memória).
Ah, essa languidez em sua totalidade,
adstrita ao querer!
Quão tolo, insensato
e insólito coração foste.
Em tua malograda escolha,
atendeste, tão somente,
ao que te embevecia o olhar,
o desejo...
Não mais obedecerei
aos teus caprichos irracionáveis
                                   e ilações repentinas.                                         
Ouvirei, sim, a razão,
e a ela confiarei
a ceguidade impulsiva que elegeste,
para que em mim,
não mais se faça tão hesitante
o querer.

Copyright © 21/08/2011 by Dydha Lyra
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Maceió, inverno de 2011.