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sábado, 3 de setembro de 2011

BARQUINHO DE PAPEL.

Barquinho de papel

Andando na chuva...
Alma inundada de lembranças,
afoguei saudades relutantes...
Sim, pois mexi no passado
por alguns instantes.
E vi aquele barquinho de papel,  
onde coloquei teu  nome,
deslizando, flutuando,
singrando por águas barrentas,
daqueles dias de momentânea tormenta.
Embarcado na memória turva de alembramento,
apenas teu nome
(que grito quando em mim se faz mau tempo),
e a solidão me invade de súbito.
Naufragado nessa noite sombria
(que em mim se fez porto),
ainda é por teu nome que clamo,
não importa se noite ou dia.
A chuva me machuca,
a chuva é minha agonia,
pois alagou o mapa,
e manchou a rota
do meu barquinho
que tranquilamente seguia,
desvencilhando, assim, do destino,
o que pra ti guardei,
o que pra ti daria.  
Sobrevivente, pulsando  emoção,
juro: ainda é teu ,
tão somente teu,
meu coração !

Copyright © 2011 by Dydha Lyra
All rights reserved.

Um comentário:

  1. Caríssimo Dydha, o seu poema "Barquinho de Papel" possui um lirismo que leva à emoção de dias chuvosos de nossa infância, ao navegar na água das calçadas, levando nossos sonhos infantis. Achei-o lindo, com metáforas bem construídas e extasiantes. Aliás, não me surpreendeu, como sempre, pois conheço bem sua inspiração. Parabéns! Um abraço. Arlene Miranda.

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